Fundação Mamãe África de Caravelas articula avanço para jovens negros em sua qualificação profissional

Fundação Mamãe África de Caravelas articula avanço para jovens negros em sua qualificação profissional
março 31 11:08 2016 Imprimir Este Artigo

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A Fundação Mamãe África de Caravelas está articulando a instalação de um fórum que será uma importante ferramenta democrática, interativa e efetiva na promoção das principais demandas da comunidade negra relacionadas à cultura afro baiana. Cuja ação é contar com a participação de lideranças do movimento negro, comunidade tradicional de Matriz Africana, comunidade artística, produtores culturais, conselheiros, mestres de capoeira, representantes de órgãos de governo, municípios, entre outros representantes de segmentos culturais.

Regida pelo Ministério Público do Estado da Bahia e chancelada pela Universidade de Brasília, a Fundação Mamãe África de Caravelas é a principal entidade regional que representa as políticas sociais em favor das comunidades tradicionais remanescentes de quilombolas. Ela é uma instituição que não administra recursos públicos e vive exclusivamente das doações profissionais dos seus sócios para atuar nas ações voluntárias de consolidação dos programas que buscam assegurar os direitos e garantias dos negros na Bahia. Defende a política de inclusão em busca de um desenvolvimento econômico e social, além de uma união entre os governos para efetivação das ações de inclusão produtiva para os quilombolas da região.

Para a bióloga Carina dos Santos Borborema, conselheira titular do Conselho de Curadores da Fundação Mamãe África de Caravelas é fundamental que a comunidade negra participe dessa construção, pois será neste espaço que serão organizadas e apresentadas as demandas prioritárias da comunidade negra. Que existam apontamentos importantes quanto, por exemplo, às capacitações para que a comunidade acesse recursos por meio de editais; à necessidade do planejamento e estabelecimento de ações prioritárias; à organização e articulações necessárias para a qualificação de atividades de promoção da cultura e à mobilização das entidades do interior, entre outras demandas.

Segundo a bióloga Carina Borborema, o interesse é em contribuir com a promoção e preservação da cultura baiana. E se trata também de uma parceria da Fundação Mamãe África de Caravelas que participa na articulação política e publicitária com a Fundação Cultural Palmares e o Ministério da Cultura visando a integração ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec Cultura), a fim de suprir as necessidades de formação inicial e continuada dos produtores, artistas e fazedores da cultura negra e afro-brasileira.

A bióloga Carina Borborema sugere a qualificação educacional dos jovens nas atividades de promoção da cultura

A bióloga Carina Borborema sugere a qualificação educacional dos jovens nas atividades de promoção da cultura

O matemático Leilio Maximon Teixeira Alves, presidente do Conselho Fiscal da Fundação Mamãe África de Caravelas, explica que existe uma demanda reprimida oriunda do Núcleo de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra e a ideia é possibilitar que os jovens negros avancem em sua qualificação profissional, o que vai ao encontro da metodologia adotada pelo Ministério da Cultura para a 4ª edição do Pronatec Cultura. O programa é conhecido como itinerários formativos, a qual permite o aproveitamento de disciplinas já cursadas, em forma de crédito nos diferentes níveis do programa, acelerando a formação e comportando a certificação intermediária para agilizar sua inserção no mercado de trabalho.

A participação da Fundação Mamãe África de Caravelas no Pronatec Cultura priorizará o atendimento das demandas formativas dos agentes da cultura afro-brasileira, de um modo geral, mas também de públicos com maior especificidade, como os quilombolas, as populações de religiões de matriz africana e os adolescentes negros egressos de medidas socioeducativas.

Conforme a secretária Juana Nunes Pereira, a atribuição da SEFAC – Secretaria Nacional de Educação e Formação Artística e Cultural é exatamente desenvolver políticas intersetoriais na interface entre cultura e desenvolvimento social, ciência e tecnologia e inovação, juventude e infância, principalmente em áreas de vulnerabilidade social. (Da redação TN).

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