Cuidadora é presa por morte de criança em Aracruz

Cuidadora é presa por morte de criança em Aracruz
junho 21 16:41 2016 Imprimir Este Artigo

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O laudo de necrópsia confirmou que o bebê Alejandro Ribeiro Rezende, de 1 ano e 10 meses, que morreu no dia 8 de junho em Aracruz, Norte do Estado, foi agredido. A suspeita é a cuidadora da criança, Ivanete Alves Almeida Vassoler, 46 anos. Ela foi presa neste sábado (18), na casa de parentes e encaminhada para o Centro Prisional Feminino de Colatina. A Polícia Civil não informou a motivação do crime nem quais foram os tipos de agressão.

De acordo com o delegado Leandro Barbosa, responsável pelo caso, as investigações ainda não foram concluídas, mas, provavelmente, o indiciamento da suspeita será por tortura qualificada pela morte da vítima.

O CASO

De acordo com o Corpo de Bombeiros, Alejandro Ribeiro Rezende, foi levado no dia 8 de junho ao quartel com ferimentos no rosto, foi socorrido mas morreu no hospital. Segundo o cabo Marcus Butinholi, do Corpo de Bombeiros de Aracruz, a criança foi levada ao quartel por um casal, por volta das 11 horas. A mulher desceu do veículo com o menino nos braços.

“Perguntei à senhora o que realmente havia acontecido com a criança para eu poder prestar os socorros devidos. Ela não soube me informar, só disse que já tinha encontrado a criança daquela forma”.

O cabo viu que a criança não respirava e tentou fazer uma manobra de desobstrução de vias aéreas, que, segundo ele, não teve muito sucesso.

“A partir daí, a equipe do resgate desceu. A gente encaminhou a criança para a viatura, colocamos na prancha rígida. Não conseguindo aferir pulso, eu fiz uma insuflação de resgate, que é um procedimento que a gente faz no caso de parada respiratória. Naquele momento, ela teve uma resposta, que foi um espasmo pulmonar, que, ao meu ver, indicou mesmo a parada respiratória. A partir daí, eu passei aos cuidados da equipe de resgate e eles conduziram a criança ao hospital juntamente com essa senhora”, contou.

Entretanto, Alejandro chegou sem batimentos cardíacos no hospital, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Médicos ainda tentaram reanimar o menino, mas ele não resistiu.

Butinholi disse que havia vermelhidão sem inchaço na região da bochecha do menino. O cabo também verificou roxidão e inchaço na gengiva da criança, “como se tivesse sofrido algum impacto na gengiva”.

Gilda dos Anjos, tia da criança, disse que a mãe é trabalhadora rural e, na hora do crime, trabalhava numa lavoura de tomate em Guaraná.

Fonte:  Gazeta

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