Não há uma célula terrorista em plena atividade’, esclarece juiz sobre EI no Brasil

Não há uma célula terrorista em plena atividade’, esclarece juiz sobre EI no Brasil
julho 21 21:39 2016 Imprimir Este Artigo

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal do Paraná concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (21) para esclarecer pontos específicos sobre o grupo de suspeitos de ligação com o Estado Islâmico. Durante a coletiva, o juiz afirmou que os suspeitos têm entre 20 e 40 anos, que utilizavam nomes árabes nas redes sociais e que não foram condenados ainda. “É bom ressaltar que não se está afirmando que há uma célula terrorista em plena atividade”.

Marcos afirmou que os suspeitos não têm uma organização muito sólida, mas que sob o ponto de vista legal, a prisão temporária está justificada. “As prisões e buscas tem como finalidade tentar obter elementos que produzam uma confirmação disso. Nem tudo o que uma pessoa preconiza no mundo virtual necessariamente ela vai realizar no mundo real. A prisão temporária serve para facilitar a coleta de provas na investigação, reduzindo a chance de interferência do preso e de atos criminosos durante a investigação”.

O juiz afirmou que cabe agora à policia analisar e levar a juízo se há algo concreto para determinar mais medidas. “Em um mundo em que há diversos atos terroristas, e existem pessoas comentando e exaltando esses atos mencionando a proximidade da Olimpíada, a prisão temporária e as buscas e apreensões deferidas são absolutamente razoáveis”. Quando questionado acerca do alvo do grupo, ele ressaltou que não é possível afirmar que havia um alvo delimitado, mas que houve conversas que a proximidade dos Jogos Olímpicos, seria uma oportunidade de atentar contra as pessoas da coalização que estão vindo para o país.

Ao contrário do ministro da justiça, Alexandre de Moraes, o juiz afirmou que é difícil falar em liderança, “uma vez em que não há uma organização entre eles próxima”. Os crimes identificados pelo juiz foi de integrar ou promover organização terrorista e iniciar atos preparatórios tendentes à pratica de terrorismo.

Fonte BN: por Júlia Vigné

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