Município chega à reta final da campanha nas escolas contra o Aedes Aegypti em Nova Viçosa

Município chega à reta final da campanha nas escolas contra o Aedes Aegypti em Nova Viçosa
outubro 26 10:35 2016 Imprimir Este Artigo

A Prefeitura Municipal de Nova Viçosa está intensificando ainda mais neste mês de outubro, nas escolas do município e em todos outros locais a campanha “Zika Fora da Escola” que chega a sua reta final após 4 meses de trabalho. A campanha tem como alvo todas as instituições de ensino da cidade, dos distritos, povoados e unidades rurais do município de Nova Viçosa. A meta é alertar os 22 mil estudantes, professores e servidores de Nova Viçosa. A campanha foi deflagrada no último dia 6 de julho e segue até o próximo dia 30 de outubro.

O município além de atender a portaria nº 535 de 30 de março de 2016 do Ministério da Saúde e acolher a recomendação do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia, lançou a campanha “Zika Fora da Escola” atendendo uma necessidade real da população por não ter tido antes desta ocasião, realizado o chamamento especifico para conscientizar alunos, professores e funcionários das escolas para a necessidade de combater o Aedes Aegypti e o Zika Vírus.

O mosquito, encontrado em todos os estados do Brasil, é o responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Por isso, sua proliferação é uma ameaça importante à saúde pública. Em Nova Viçosa a mobilização promovida pela Prefeitura Municipal é dirigida as escolas públicas e particulares e espera atingir toda a população por meios dos estudantes, professores e servidores que poderão contribuir com a campanha permanente contra mosquito.

A campanha lançada vem atingindo as escolas e os agentes de saúde que tem realizado mutirões para eliminar focos do mosquito nas unidades de ensino na sede e nos povoamentos do município. O objetivo foi conscientizar os estudantes sobre como combater o mosquito transmissor do vírus da zika.

O Brasil registrou 138.108 casos prováveis do vírus da zika, somente até 30 de junho de 2016. A taxa de incidência no país é de 67,6 casos para cada 100 mil habitantes. Destes, 49.821 foram confirmados, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Entre os três estados brasileiros com a maior incidência do vírus, está a Bahia, com 265,9 casos/ 100 mil habitantes.

O vírus da zika, que passou a ter transmissão local no Brasil em abril de 2015, já existe até 30 de junho de 2016, em 24 unidades das 27 federações. A preocupação maior, no caso desse vírus, é a associação provável com o aumento de casos de microcefalia no país. Segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (18/08), já existem 5.079 notificações de suspeita de microcefalia no Brasil.

O Município de Nova Viçosa tem mantido nos últimos quatro meses, a campanha publicitária de conscientização por meio do setor da educação, e também aumentou o número de agentes e promoveu a compra de bens e serviços que tem ajudado a conter o avanço dos casos de dengue, chikungunya e zika vírus no município – este último, relacionado ao crescente surto de microcefalia em bebês nascidos no Nordeste.

Para o Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias do Extremo Sul da Bahia, a responsabilidade é do município que havia passado da hora em promover uma campanha de combate o Aedes Aegypti e o Zika Vírus que, mesmo após vários alertas, continuou negligenciando os avisos feitos pelos servidores da proximidade de uma possível epidemia. De acordo com o sindicato, seria necessário também que as outras cidades vizinhas fizessem o mesmo, uma vez que o Aedes Aegypti pode migrar. Porque de nada vai adiantar os esforços se apenas em Nova Viçosa cumprir o seu papel e se os outros municípios do estado não fizerem o seu dever de casa.

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, alerta, já que a zika apresenta sintomas mais brandos, era preferível, na dúvida, tratar o paciente como se estivesse com uma das modalidades da dengue. Com a comprovação da relação entre a zika e o aumento no número de crianças nascidas com microcefalia no estado, o levantamento desses dados tornou-se necessário, inclusive para conter o avanço da má formação congênita em outras cidades da Bahia. Como forma de prevenção às mulheres que pretendem ter filhos ou já estão grávidas, a coordenadora aconselha o uso de repelentes específicos para o uso de gestantes, com menos produtos químicos.

(Da Redação TN).