Morte de macacos com suspeita de febre amarela é investigada no ES

Morte de macacos com suspeita de febre amarela é investigada no ES
janeiro 12 16:09 2017 Imprimir Este Artigo

A morte de 10 macacos com suspeita de febre amarela está sendo investigada pela Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa). Seis animais foram encontrados em Ibatiba, no Sul do Estado, e quatro em Colatina, na Região Noroeste, segundo a médica infectologista Martina Zanotti, que é responsável pelo programa de imunização da Sesa.

Martina explica que, se o macaco estiver infectado com febre amarela, ao picá-lo, o mosquito fica com o vírus encubado e, assim, pode transmiti-lo para humanos. “A febre amarela se pega através da picada de mosquito. A febre amarela silvestre são esses casos mais recentes, porque a febre amarela urbana, que é dentro da cidade, a gente já não tem no Brasil desde 1942. Mas a silvestre é transmitida através de picada de mosquito silvestre, que pica o macaco infectado e depois pica o humano que vai se descolocar para essas áreas de mata.”

O grande risco para a área urbana, de acordo com a médica, é que o mosquito aedes aegypti também pode transmitir a doença. “Se esse mosquito pica alguém infectado que veio da mata, pode ter o risco de acontecer a doença aqui.”

Turistas

Outro motivo de preocupação é a proximidade do Espírito Santo com Minas Gerais, Estado com 48 casos suspeitos de febre amarela e 14 mortes em investigação. As cidades onde as pessoas estão doentes ficam no Vale do Rio Doce, próximo à divisa com o Espírito Santo.

“A gente tem que se preocupar porque é um Estado bem vizinho ao nosso. Nós somos considerados uma área livre de febre amarela, não tem casos há muitos anos. Mas existe o risco de introdução dos vírus aqui, por causa de viajantes. O importante é a vacinação para quem for se descolar para áreas endêmicas”, afirma a médica.

De acordo com a responsável pelo programa de imunização, turistas mineiros que passam férias no Estado podem trazer o vírus. “Existe a possibilidade. Por isso, o ideal é que eles venham vacinados para cá.”

Fonte: Gazeta

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