Testemunha importante da Lava-Jato é executado na Bahia; diz Sérgio Moro

Testemunha importante da Lava-Jato é executado na Bahia; diz Sérgio Moro
janeiro 27 16:04 2018 Imprimir Este Artigo

O Brasil vive um cenário digno de um grande filme sobre corrupção e muitos crimes. Conforme novo relato do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas condenações da Lava-Jato, o assassinato do empresário José Roberto Soares Vieira, pode estar ligado a operação que está derrubando vários políticos e donos de conglomerados no país. Os depoimentos de Vieira haviam levado o ex-gerente da Petrobras, José Antonio de Jesus, para a prisão. A morte do empresário e testemunha da operação aconteceu ainda no último dia 18 de janeiro, na cidade de Candeias, região metropolitana de Salvador, na Bahia. A vítima foi morta com nove tiros, claro sinal de execução encomendada.

Vieira havia feito o seu depoimento ainda no dia 21 de novembro do ano passado. Com o relato, o empresário conseguiu ajudar na investigação que colocava o ex-gerente da Petrobras no centro de pagamentos de propina. Conforme contou à Polícia Federal, a vítima havia se desentendido várias vezes com o ex-sócio justamente porque usava a empresa dos dois para receber pagamentos indevidos. O dinheiro vinha de subsidiárias da Petrobras, sem que o serviço, ao menos, fosse prestado.

Moro está realmente preocupado que o assassinato esteja ligado ao depoimento para a Lava-Jato. O juiz pediu explicações ao Ministério Público Federal (MPF) e deu o prazo de cinco dias para que os procuradores tenham justificativas ou fatos sobre o caso. O magistrado ainda disse que não se pode, de maneira alguma, excluir essa possibilidade, ainda mais que a testemunha confessou crimes e deu provas de delitos cometidos por outras pessoas, que até acabaram presas, como foi o caso do ex-gerente da estatal.

Além de sócios na empresa, foi descoberto que Vieira e José de Jesus eram também parceiros nas propinas. Os dois haviam sido denunciados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sendo que receberam cerca de R$ 7,5 milhões em propinas, todo o valor foi pago para a empresa NM Engenharia. Todos os pagamentos foram identificados por não terem justificativa econômica.

(Informações news24hrs)

Print this entry

  Categories:

Ainda não há comentários

Você pode ser o único a iniciar uma conversa .

Adicione um comentário

Your data will be safe! Seu endereço de e-mail não será publicado. Também outros dados não serão compartilhados com terceira pessoa.
Todos os campos são obrigatórios.